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04/05/2020

Big data: armazenamento de dados inúteis tem custo e afeta o meio ambiente

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Big data: armazenamento de dados inúteis tem custo e afeta o meio ambiente

E-mails antigos, arquivos de Word e Excel com projetos de cinco anos atrás, listas de contatos obsoletas, fotos, vídeos e áudios de WhatsApp. A facilidade de se armazenar dados faz com que pessoas e empresas guardem informações inúteis por muito tempo. A prática pode parecer inofensiva. Mas tem um custo alto, em termos financeiros ambientais.   

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Veritas, em média, 52% dos dados armazenados pelas companhias não têm valor definido ou são, simplesmente, inúteis. Estima-se que, em 2018, as informações armazenadas digitalmente, no mundo, totalizavam 33 zetabytes, o equivalente a mais de 35 bilhões de terabytes. Até 2025, esse volume deverá subir para 175 zetabytes, impulsionado, principalmente, por dados sem utilização. 

“As pessoas têm medo de apagar as informações, pensando que, um dia, talvez possam utilizá-las”, afirma Pedro Saenger, vice-presidente da Veritas na América Latina. “Mas isso tem um custo para as empresas e para o planeta”. Somente neste ano, a energia utilizada para armazenar dados inúteis em data centers lançará na atmosfera, desnecessariamente, 6,4 milhões de toneladas de carbono. 

Para absorver esse volume de emissões, é preciso contar com uma área florestal superior a 3 milhões de hectares, o equivalente a 500 vezes o tamanho da Ilha de Manhattan, onde está localizado o centro financeiro de Nova York. Segundo a Veritas, a chamada “dark data” produz mais dióxido de carbono do que 80 países individualmente.

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